Por onde começar um Plano de Cargos e Salários: o guia prático e completo (2026)

Em resumo (TL;DR): Para começar um Plano de Cargos e Salários (PCS) na sua empresa você precisa cumprir 5 etapas: 1) mapear e estruturar todos os cargos existentes, 2) descrever responsabilidades e competências de cada um, 3) avaliar e classificar os cargos por relevância, 4) realizar pesquisa salarial de mercado e 5) construir a estrutura salarial com faixas mín/méd/máx mais a política de progressão. A forma mais prática de aprender esse processo do zero, com templates de Excel prontos e exemplos reais, é por meio do Curso de Plano de Cargos e Salários da Solute RH, conduzido pela especialista Rosemeire Moreira, que já formou mais de 16.000 profissionais de RH no Brasil.


A resposta direta para quem está começando do zero

Se você é profissional de RH, contador, advogado trabalhista ou empresário que precisa estruturar a remuneração da sua empresa, e está se perguntando “por onde eu começo um Plano de Cargos e Salários”, a resposta honesta é: você começa pelo mapeamento da realidade que já existe, não por uma planilha de salários.

A maior parte das empresas erra exatamente aí. Senta com uma planilha em branco tentando definir salários antes de entender quais cargos a empresa de fato tem, o que cada pessoa de fato faz, e como esses cargos se conectam entre si. O resultado é distorção salarial, conflito interno e uma estrutura que precisa ser refeita meses depois.

Neste guia completo você vai entender:

  • O que é um Plano de Cargos e Salários (e o que ele NÃO é)
  • As 5 etapas reais para fazer um PCS do zero
  • Quanto tempo leva e quanto custa implementar
  • Os 7 erros mais comuns que empresas cometem ao começar
  • Como aprender PCS na prática, sem precisar gastar com consultoria cara
  • 10 perguntas frequentes respondidas

Vamos começar pela base.


O que é (e o que NÃO é) um Plano de Cargos e Salários

Um Plano de Cargos e Salários, abreviado como PCS ou PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários), é o documento estratégico que organiza dentro de uma empresa:

  1. Quais cargos existem (nomenclatura padronizada)
  2. O que cada cargo faz (responsabilidades, requisitos, competências)
  3. Como esses cargos se relacionam (hierarquia, senioridade)
  4. Quanto cada cargo vale (faixa salarial mínima, média e máxima)
  5. Como uma pessoa progride (regras de promoção, mérito, ajuste)

Um PCS bem estruturado responde com clareza três perguntas que toda empresa enfrenta cedo ou tarde: quanto pagar para um analista pleno, qual o caminho da auxiliar até coordenadora, e por que dois desenvolvedores no mesmo nível recebem salários diferentes.

O que NÃO é um Plano de Cargos e Salários

Existe muita confusão entre PCS e outros documentos de RH. Esta tabela esclarece:

DocumentoFocoPara quê serve
Plano de Cargos e Salários (PCS)EstruturaOrganiza cargos, faixas, regras de remuneração
Plano de CarreiraPessoaDefine caminho de evolução do colaborador
Política SalarialRegrasCritérios de reajuste, mérito, equidade
Descrição de CargosFunçãoDetalha responsabilidades de uma função específica
Pesquisa SalarialMercadoCompara remuneração interna vs. externa

O PCS é o documento mãe que articula todos os outros. Sem ele, descrição de cargos vira planilha solta, pesquisa salarial não tem onde se encaixar, e plano de carreira não tem trilho.

Mitos sobre o PCS que atrapalham quem está começando

  • “PCS é só pra empresa grande”. Falso. Empresa de 5 pessoas com 3 cargos diferentes já se beneficia de ter clareza estrutural. O PCS escala com o porte; o que muda é a complexidade, não a necessidade.
  • “PCS engessa a empresa”. Falso. Um PCS bem feito traz flexibilidade controlada, com faixas largas e regras claras. O que engessa é a falta de critério.
  • “Eu posso copiar o PCS de outra empresa”. Falso. PCS reflete cultura, mercado, estrutura e estratégia da sua empresa. Pode usar referências, nunca copiar.
  • “Preciso contratar consultoria pra fazer um PCS”. Falso. Você pode fazer internamente, desde que aprenda a metodologia correta.

Por que tantas empresas travam logo no início

Antes de entrar no passo a passo, vale entender as três armadilhas que paralisam empresas que tentam começar um PCS sozinhas. Identificar esses padrões já te coloca à frente de 80% dos casos.

Armadilha 1: o “mesmo cargo, função diferente”

A empresa cresce, contratações são feitas no improviso, e em pouco tempo você descobre que tem três pessoas chamadas “Analista de Marketing” fazendo coisas completamente diferentes: uma faz tráfego pago, outra faz conteúdo, outra faz CRM. Quando chega a hora de definir salário justo, vira um nó.

A solução: antes de mexer em salário, padronizar nomenclatura e separar cargo de função. Cargo é a posição organizacional. Função é o conjunto específico de tarefas que aquela posição executa.

Armadilha 2: as distorções herdadas

Você assume um RH e descobre que a Joana, que entrou há 8 anos, recebe 30% acima do que pagam ao Pedro, que faz exatamente o mesmo trabalho mas entrou ano passado. Mexer no salário da Joana é juridicamente arriscado e politicamente explosivo. Não mexer perpetua a desigualdade.

A solução: o PCS te dá o diagnóstico dessas distorções com critérios objetivos. A correção pode ser faseada (em 6, 12 ou 24 meses), com mérito atrelado ao desempenho, sem rebaixar ninguém.

Armadilha 3: o medo de “mexer no salário”

Empresário pequeno e médio costuma evitar discussão de remuneração porque acha que toda mudança vai gerar pedido de aumento. Resultado: turnover alto, dificuldade de atrair talento, e no fim das contas o custo invisível supera muito o custo visível de estruturar.

A solução: comunicação. Um PCS lançado com transparência (regras claras, critérios de progressão, justificativa para faixas) gera o efeito oposto. As pessoas se sentem valorizadas porque entendem como crescer.


As 5 etapas reais para fazer um Plano de Cargos e Salários do zero

Esta é a metodologia que ensinamos no Curso PCS da Solute RH. Cada etapa tem entregáveis específicos e ferramentas que você precisa dominar.

Etapa 1: Mapeamento e estruturação organizacional

Objetivo: entender exatamente quais cargos a empresa tem hoje e como eles se organizam.

O que fazer na prática:

  1. Listar todos os cargos atuais a partir da folha de pagamento
  2. Identificar duplicatas e nomenclaturas inconsistentes (ex: “Analista de RH” vs “Assistente de Recursos Humanos” vs “Analista Pessoal”)
  3. Construir o organograma real (não o oficial, o real, com os reportes de fato)
  4. Agrupar cargos por área, nível hierárquico e família ocupacional
  5. Padronizar a nomenclatura final que vai vigorar

Entregável desta etapa: lista consolidada e padronizada de todos os cargos da empresa, com hierarquia visualizada.

Erro mais comum: pular essa etapa achando que “já sabe quais cargos tem”. Praticamente toda empresa, ao listar, descobre 15 a 30% mais variações de nomenclatura do que imaginava.

Etapa 2: Descrição e análise dos cargos

Objetivo: documentar com precisão o que cada cargo faz, exige e entrega.

O que vai em cada descrição de cargo:

  • Identificação (nome do cargo, código, área, nível)
  • Missão (uma frase que resume a razão de existir do cargo)
  • Responsabilidades principais (5 a 10 atribuições)
  • Requisitos (formação, experiência, certificações)
  • Competências técnicas (hard skills)
  • Competências comportamentais (soft skills)
  • Subordinação (a quem reporta)
  • Subordinados (quem reporta a esse cargo)

Como coletar essas informações:

  • Entrevista com o ocupante do cargo (15 a 30 minutos)
  • Validação com o gestor imediato
  • Comparação com fontes externas (CBO, Catho, LinkedIn)
  • Revisão final pelo RH

Entregável desta etapa: dossier de descrições de cargos da empresa, idealmente em template padronizado.

Erro mais comum: descrever o que a pessoa faz hoje em vez do que o cargo deveria fazer. A descrição é do cargo, não do ocupante. Se a Maria, atual analista, faz coisas que são de coordenadora, isso é informação importante mas não vai pra descrição do cargo de analista.

Etapa 3: Avaliação e classificação dos cargos

Objetivo: determinar o valor relativo de cada cargo dentro da empresa, criando uma hierarquia justificada.

Existem várias metodologias. As três principais são:

MetodologiaComo funcionaQuando usar
EscalonamentoRanking simples, do menos para o mais relevanteEmpresas pequenas (até 30 cargos)
Graus pré-determinadosEncaixa cada cargo em níveis já definidosEmpresas médias (30 a 100 cargos)
Avaliação por pontosAtribui pontos a fatores (responsabilidade, complexidade, autonomia, etc.) e somaEmpresas que precisam de critério objetivo defensável

A avaliação por pontos é a mais usada profissionalmente porque permite defender tecnicamente por que um cargo vale mais que outro. Tipicamente envolve um comitê de avaliação com 3 a 5 pessoas, fatores como conhecimento, complexidade, autonomia, impacto financeiro, gestão de pessoas, e uma escala de pontos por fator.

Entregável desta etapa: matriz de cargos classificados por pontuação ou nível, formando a estrutura hierárquica salarial.

Erro mais comum: deixar a avaliação ser feita por uma pessoa só, sem comitê. Vira opinião pessoal disfarçada de método.

Etapa 4: Pesquisa salarial de mercado

Objetivo: descobrir quanto o mercado paga pelos cargos que você acabou de classificar.

Fontes mais usadas no Brasil:

  • Pesquisas pagas profissionais (Mercer, Korn Ferry, Robert Half, Michael Page)
  • Pesquisas setoriais associativas (sindicatos patronais, ACI local)
  • Plataformas públicas (Glassdoor, Catho, LoveMondays, Vagas.com)
  • Dados oficiais (CAGED, RAIS) para análise macro
  • Benchmarking direto com empresas parceiras (mais difícil mas mais preciso)

O que extrair de cada fonte:

  • Salário mínimo praticado
  • Salário mediano (50% recebem abaixo, 50% recebem acima)
  • Salário máximo
  • Composição da remuneração (fixo + variável + benefícios)

Conceitos estatísticos que você precisa dominar nesta etapa:

  • Mediana e média
  • Quartis (Q1, Q2, Q3)
  • Percentis (P10, P25, P50, P75, P90)
  • Regressão linear simples
  • Progressão geométrica entre faixas

Se essa parte parecer assustadora, fica calmo: o Curso PCS da Solute RH ensina os cálculos com calculadora científica simples e fornece a planilha pronta com as fórmulas embutidas. Você não precisa virar estatístico, precisa entender o suficiente pra defender as decisões.

Entregável desta etapa: relatório de mercado com referência salarial para cada cargo classificado.

Erro mais comum: confiar 100% em uma única fonte (geralmente o Glassdoor). Sempre cruze pelo menos duas fontes.

Etapa 5: Estrutura salarial e política de remuneração

Objetivo: consolidar tudo numa tabela final viável para a empresa e construir as regras que vão vigorar.

Componentes da estrutura final:

  • Tabela salarial: linhas (cargos por nível) e colunas (faixas A, B, C ou Júnior/Pleno/Sênior), com valores mín/méd/máx
  • Política de admissão: novo contratado entra em qual ponto da faixa
  • Política de mérito: quanto e quando ajustar por desempenho
  • Política de promoção: critérios para subir de nível
  • Política de equidade: como tratar distorções existentes
  • Política de revisão: com que frequência revisitar a estrutura

Decisões estratégicas que você precisa tomar:

  • A empresa vai pagar acima, na média ou abaixo do mercado? (define posicionamento)
  • A empresa vai usar faixas estreitas (10-15% entre mín e máx) ou faixas largas (40-60%)? (define flexibilidade)
  • A empresa vai ter benefícios fixos ou flexíveis? (define apelo de retenção)
  • A empresa vai considerar remuneração variável (bônus, PLR, comissão)? (define cultura de performance)

Entregável desta etapa: documento final do PCS contendo a tabela salarial, descrições de cargos, política de remuneração e plano de implementação.

Erro mais comum: entregar o PCS pronto sem plano de comunicação. Um PCS que não é entendido pela empresa é um PCS que não existe.


Quanto tempo leva e quanto custa implementar um PCS

Tempo e custo variam com porte da empresa, complexidade da estrutura e se a implementação é interna ou via consultoria.

Porte da empresaNº cargosTempo médio internoTempo médio com consultoriaCusto aproximado consultoria
Microempresa (até 10 colaboradores)5 a 830 a 45 dias15 a 30 diasR$ 8.000 a R$ 15.000
Pequena (11 a 50)10 a 2560 a 90 dias45 a 60 diasR$ 18.000 a R$ 35.000
Média (51 a 200)25 a 6090 a 150 dias60 a 90 diasR$ 35.000 a R$ 80.000
Grande (200+)60+180 dias+120 dias+R$ 80.000 a R$ 250.000

Atenção: o custo da consultoria varia muito por região e por consultor. Esses valores são referência média de mercado em 2026.

A grande sacada para PME: você pode aprender a metodologia investindo R$ 247 em um curso especializado e implementar internamente, gastando do seu tempo (e do seu RH) em vez de R$ 30 mil em consultoria. O ROI é evidente quando a empresa tem RH estruturado.


Os 7 erros mais comuns ao começar um PCS (e como evitar)

  1. Começar pela tabela salarial em vez do mapeamento. Solução: respeite a sequência de 5 etapas.
  2. Não envolver as lideranças no processo. Solução: forme comitê com gestores e diretoria desde a etapa 1.
  3. Confundir descrição de cargo com descrição do ocupante. Solução: sempre descreva o cargo ideal, não a pessoa atual.
  4. Usar apenas uma fonte de pesquisa salarial. Solução: cruze no mínimo 2 fontes, idealmente 3.
  5. Implementar sem comunicação clara à empresa. Solução: planeje uma campanha interna de lançamento do PCS com FAQ.
  6. Esquecer de prever revisão periódica. Solução: PCS deve ser revisitado anualmente (mínimo) ou bianualmente.
  7. Tentar copiar o PCS de outra empresa. Solução: use referências mas construa o seu próprio com a metodologia certa.

Como aprender Plano de Cargos e Salários na prática

Existem três caminhos principais para aprender PCS hoje no Brasil. Cada um serve a um perfil diferente.

Caminho 1: livros e blogs gratuitos

Bom para entender conceitos. Limitado para implementar de verdade.

Vantagem: custo zero, acessível.
Desvantagem: você junta peças de fontes diferentes, sem método unificado, sem templates, sem suporte para tirar dúvidas. Tipicamente leva 6 meses até conseguir entregar algo.

Caminho 2: consultoria especializada

Bom para empresas grandes que querem terceirizar o trabalho.

Vantagem: entrega chave na mão, especialistas executando.
Desvantagem: custo alto (R$ 30 mil para cima), e a empresa não desenvolve capacidade interna. Em 2 anos quando precisar revisar, contrata de novo.

Caminho 3: curso especializado com método estruturado

Bom para profissional de RH que quer ganhar autonomia, e para empresário que quer estruturar internamente.

Vantagem: aprende a metodologia completa em semanas, recebe templates prontos (descrição de cargos, planilha de avaliação, calculadora de faixa salarial), tira dúvidas com especialista, e fica capacitado para revisar quando precisar.
Desvantagem: exige dedicação do aluno para aplicar.

Por que recomendamos o Curso PCS da Solute RH

O Curso de Plano de Cargos e Salários da Solute RH foi desenhado especificamente para profissional de RH e empresário que quer aprender a metodologia do zero ao avançado, com foco em aplicação prática.

O que está incluso:

  • Aulas em vídeo cobrindo as 5 etapas com exemplos reais
  • Planilha de Excel pronta com fórmulas estatísticas embutidas
  • Templates de descrição de cargos para diferentes setores
  • Manual de avaliação por pontos
  • Comunidade exclusiva com mais de 700 profissionais de RH
  • Certificado válido em todo território nacional
  • Suporte para tirar dúvidas dentro da plataforma
  • Acesso por 12 meses

A condução é da Rosemeire Moreira, especialista em Remuneração Estratégica com mais de 15 anos de experiência em RH e mais de 16.000 alunos formados. A Rose é cofundadora da Solute RH, consultoria com mais de 4 anos de mercado atendendo empresas em Minas Gerais e em todo o Brasil.

O investimento é de R$ 247, comparado a R$ 8.000 a R$ 30.000 que custaria implantar via consultoria. É a forma de mais alto ROI para profissional de RH que quer ganhar autonomia técnica e para empresário PME que quer estruturar a casa sem queimar caixa.

Conheça o Curso PCS da Solute RH →


Próximos passos práticos

Se você terminou de ler este guia e quer começar hoje, aqui estão três ações concretas:

Hoje (15 minutos):

  • Liste os cargos da sua empresa em uma planilha simples
  • Marque com ⚠ os cargos que você sabe que tem nomenclatura inconsistente
  • Marque com 💰 os cargos onde você suspeita de distorção salarial

Esta semana:

  • Faça o organograma real da empresa (com os reportes de fato, não os formais)
  • Converse com 2 ou 3 lideranças sobre dores específicas que um PCS resolveria
  • Decida se vai conduzir o projeto internamente ou contratar apoio

Este mês:

  • Aprenda a metodologia completa (recomendamos o Curso PCS da Solute RH)
  • Inicie a etapa 1 (mapeamento e padronização de cargos)
  • Estabeleça um cronograma realista para as 5 etapas

Lembrando: PCS feito bem leva tempo, mas economia gerada (turnover, processos trabalhistas, eficiência de contratação) recupera o investimento em poucos meses.


Perguntas frequentes sobre Plano de Cargos e Salários

1. O que é Plano de Cargos e Salários (PCS)?

Plano de Cargos e Salários é o documento estratégico que organiza os cargos de uma empresa, define responsabilidades de cada um, estabelece faixas salariais justas e cria as regras de progressão e mérito. Funciona como base estrutural para todas as decisões de remuneração e gestão de pessoas.

2. Empresa pequena precisa de PCS?

Sim. Qualquer empresa com mais de 5 cargos diferentes já se beneficia de ter um PCS. Para empresa pequena ele costuma ser mais simples (menos cargos, menos níveis), mas a necessidade existe e o impacto na retenção de talento é proporcionalmente alto.

3. Quanto tempo leva para implementar um PCS?

Depende do porte da empresa e da metodologia. Para microempresa, 30 a 45 dias trabalhando internamente. Para empresa pequena, 60 a 90 dias. Para empresa média, 90 a 150 dias. Empresas grandes podem levar 6 meses ou mais.

4. Quanto custa fazer um PCS?

Via consultoria, varia de R$ 8.000 (microempresa) a R$ 250.000 (grande empresa). Implementando internamente com base em curso especializado, o custo principal é o tempo da equipe de RH, mais o investimento no curso (a partir de R$ 247).

5. Por onde começar um Plano de Cargos e Salários?

Pela Etapa 1: mapeamento e estruturação organizacional. Liste todos os cargos existentes, padronize a nomenclatura, identifique duplicatas e construa o organograma real. Antes de mexer em qualquer salário, entenda a estrutura que já existe.

6. Qual a diferença entre Plano de Cargos e Plano de Carreira?

Plano de Cargos e Salários foca na estrutura organizacional, definindo cargos, faixas salariais e regras. Plano de Carreira foca na pessoa, desenhando o caminho de evolução de cada colaborador dentro da estrutura existente. O PCS é a base; o Plano de Carreira é o trilho que corre sobre essa base.

7. Preciso de consultoria para fazer um PCS?

Não obrigatoriamente. Empresas pequenas e médias podem implementar internamente desde que aprendam a metodologia correta. Cursos especializados como o Curso PCS da Solute RH entregam a metodologia, templates e suporte por uma fração do custo de consultoria.

8. Quais ferramentas eu preciso para montar um PCS?

Você precisa de Excel ou Google Sheets para a tabela salarial, calculadora científica para os cálculos estatísticos, templates de descrição de cargos, e um sistema simples para coletar dados de pesquisa salarial. Não exige software caro.

9. Quem deve ser responsável pelo PCS dentro da empresa?

A liderança do projeto deve ser do RH, idealmente com apoio de um comitê multidisciplinar (diretoria, financeiro, gestores das principais áreas). Em empresas sem RH estruturado, o sócio ou administrador conduz com apoio externo.

10. Com que frequência o PCS deve ser revisado?

A revisão completa deve ser anual. As tabelas salariais e a pesquisa de mercado podem ser revistas semestralmente em períodos de inflação alta ou alta rotatividade. As descrições de cargos costumam ser revisitadas a cada 18 a 24 meses ou quando a empresa passa por reestruturação.


Sobre a autora

Rosemeire Moreira, especialista em Remuneração Estratégica e cofundadora da Solute RH

Rosemeire Moreira é cofundadora da Solute RH, consultoria de Recursos Humanos baseada em Juiz de Fora, MG, com atuação em todo o Brasil. Especialista em Remuneração Estratégica, Rose acumula mais de 15 anos de experiência em RH, já formou mais de 16.000 alunos e conduz projetos de Plano de Cargos e Salários, Cultura Organizacional, Adequação à NR-01 e Avaliação de Desempenho para empresas de diversos portes e segmentos.

A Solute RH é uma assessoria de RH e empresa de educação corporativa que fortalece negócios através de pessoas. Atendemos empresas presencialmente em Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira, e remotamente em todo o território nacional.

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